quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Meu coração!



Que por você eu possa ser capaz de voltar para a Existência do Absoluto; que eu possa iluminar a minha consciência amorosa; que eu possa me libertar do jogo do ‘eu’ inferior, do jogo de maya, do jogo feminista e realizar a verdade de quem Sou, sem me preocupar com o que pensam de mim, ou com as possibilidades que tentam me destruir, mas que não hei de permitir, porque meu amor me faz forte. Serei ainda mais feliz, porque entendo cada dia mais aquele que bate em meu peito. E por cada batida, farei valer cada segundo de amor, de vida. Sem me deixar envenenar por míudezas passageiras.
Hoje eu vou dar o braço a torcer. Sem ais nem uis. Mas com um sorriso gigante estampado na cara.
É assim. Às vezes, a vida nos prega peças inesperadas. E o que é melhor: nos mostra um jeito novo de caminhar. (Ou um caminho diferente a seguir). A verdade, pouca gente sabe. E o que eu sei é que, pouca coisa importa tanto quanto as coisas simples de uma vida. Mas, quer saber? Tudo com o que eu me importo, ME IMPORTA MUITO. Comidinha feita com carinho. Roupa com cheiro de amor. Beijinho em joelho ralado, ser surpreendida no meio da noite com pezinhos medrosos e mãozinhas trêmulas depois de um pesadelo te alcançando debaixo do cobertor e se sentir mãe-heroína. Encontro marcado. O abraço grudado. O beijo esperado. Aquele brilho no olhar que é um pouco de céu. Correr e voar sem sair do chão. O desejo insaciável me suga, me leva, me atrai, se funde com tudo o que sou e me consome. Toda. Por inteiro. Sorte minha me doar tanto - e com tal intensidade - e ainda sair viva dessa vida.
Nem tudo é um mar de rosas. Temos dias difíceis, relógios biológicos diferentes, ritmos que às vezes se chocam. Eu, com minha tpm, meus livros e meu jeito-gato. Ele com seu ciúme camuflado, seus mil programas e seu jeito de abraçar o mundo. Fico pensando sozinha: quem mais nesse mundo faria o que ele faz por mim? Porque ele me escuta, me aguenta, me mima, me inspira, me faz sentir VIVA, a mulher mais linda e especial do mundo. E eu acredito nele, acredito em mim, no amor que ele acredita mesmo quando ele me faz agir como se o amor fosse a coisa mais egoísta que existe.
A gente ama o outro por tudo aquilo o que ele nos faz sentir. (E ser). É, pessoal, por ele, esvaziei minhas gavetas, meu armário. Fiz as malas, peguei avião. Prá reciclar energias. Ocupar o espaço em branco. E ficar, só prá me esvaziar. Ou ir, sem querer partir. Não importa se por ele vou me casar em Pipeline daqui cem anos, se vamos nos matar daqui a um ano ou se o mundo vai acabar amanhã. Nada interessa! Sorte nossa que entendemos o encanto de amar e se doar como ponto alto da vida.
Obrigada por me ensinar a SER. Obrigada por vibrar comigo. Obrigada por me fazer seguir em frente. Por viver em mim e por mim. Obrigada por me ensinar a dar o devido valor a todas as pequeninices da vida. A forma como você lida com elas fazem realmente toda diferença. EU TE AMO MEU CORAÇÃO!
"Torna-te quem tu és", diz o filóisofo. EU SOU NÓS...


 
 
 
 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Te vivo, pai!

Procurei pela palavra que expressasse simplicidade com maravilhoso e alguma coisa mais com não sei ao certo o quê, mas que eu sinto e a que mais lateja é a 'SAUDADE'...
Enfim, se estivessemos cara a cara, lhe passaria o braço direito pelos seus ombros e lhe chamaria para uma caminhada longa, sem rumo e sem hora para voltar, de tanto que me faz falta sua companhia. Falta do tempo em que meus pés aprendia a caminhar ao lado de seus passos e o caminho juntos, parecia eterno. Hoje, sigo apenas o plano B...
Mas não importa, se plano A, B, C ou se como um quadrante a medir distâncias em relação ao horizonte, eu quero é mais de cada coisa que sua existência me ofereceu! Ainda que só nas lembranças suas palavras ecoam. Mas sem doer, é só prá realçar tua essência, que desta maneira se revela dentro e fora de mim. E que te faz continuar, na risada por nada e na lágrima que cai por gratidão da cumplicidade dividida. Assim, vou vivendo, sem perder o direito de sentir. Vou seguindo, sem perder a esperança nas promessas de Deus. E dessa partida, a espera alarga meu peito.

Fez seu voo, porque suas asas se tornaram maior que seu ninho.
Gratidão, pelos 29 anos debaixo dessas asas, que de longe ainda sinto protetora.

Francisco Noia.
*07/11/1930
†18/09/2011

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

UMA DIRETA PARA AS INDIRETAS.



 A impermanência é, para mim, a característica principal dessa vida terrestre. E eu, como simplista e passageira, procuro a serenidade diante das coisas. Pois, tenho a certeza de que amanhã tudo pode mudar. Mas acredito também que esta vida me deu a oportunidade de resgatar, reviver e continuar um amor pleno. E a certeza absoluta de ser AMOR. Por isso, vou deixar aqui um recadinho prá quem gosta de usar 'mensagens de velhos sábios' prá tentar entender a história de vida dos outros. Sim, uma história. Uma vida, e não momentos.

A vida é feita de passado, presente e futuro ; assim como a noite é para o dia, o agora e o depois, transitando todos os tempos verbais.
Eu não gosto muito de ser taxativa nas coisas que escrevo. Por isso, começo dizendo nesse texto, claramente, que sou um ser de mudanças... aprendiz em evolução; imperfeita, indo-amável . Mas, já que trago aqui a intenção de resposta, quero dizer, e pedir, que quando se der ao trabalho de descrever sobre vidas alheias - em seu achismo, dando a impressão de que a conhece perfeitamente - no mínimo, tenha o cuidado ao 'se' descrever. Como por exemplo: (Essa história mim fez lembrar um certo alguém[...]blá blá blá). Mim quem?? Jane ou tarzan?? :} Rá!

Seria bom que entendêssemos onde algumas palavras, bonitas, também cabem.
Outro dia postei um texto - sob o meu ponto de vista - dizendo que algumas palavras são melhores escritas que sentidas, como é o caso da palavra SAUDADE. Bem como a palavra FELICIDADE, que só alcança o seu nirvana quando sentida. Escrevê-la é insuficiente perto do sentimento. E, prá resumir, uso da palavra LIBERDADE tão citada, que traz a mistura entre sentir e descrever. É como saborear um passeio de bicicleta, só que sem precisar apostar corrida com ninguém. Entendeu, colega?

Ok! Como é cada um com seu cada qual e suas verdades, vou me ater a uma mensagem também." - Certa vez, ouvi de um sábio homem que um touro jamais chifrará um homem se o homem não o convidar a chifrá-lo. E, na verdade, aquele homem deve responder mais pelo seu sangue do que o boi. O assassinado afia o punhal do assassino, e ambos desferem o golpe fatal. O roubado dirige os movimentos do ladrão, e ambos cometem o roubo. Sim, o homem convida as suas próprias calamidades e depois protesta contra os hóspedes importunos, por se haver esquecido quando e como escreveu e enviou os convites. O Tempo e suas histórias, no entanto, jamais esquece; e o Tempo, a tempo e horas, entrega o convite no endereço certo; e o Tempo conduz cada convidado à casa do anfitrião; à vida. "

Já dizia o ditado: "o que é do gosto é regalo da vida". Ou ainda, "quando um não quer, dois não brigam." #ficaadica!

Não há como viver o presente e não estar preso, de certa forma, ao passado, quando o mesmo já foi o futuro ou é - do verbo ser e não estar- o presente amor. E, se é amor, sobrevive e se alimenta justamente deste desinteresse interessado, "estamos" juntos até quando quisermos estar. Ele não me pertence e eu não sou dele, estou com ele. E o lado bom de ouvir/ler esses velhos sábios, é que em suas mensagens nos ensinam, que tão logo tantas decepções, devemos aprender que somos de nós mesmos e estamos com alguém por vontade de ficar junto, por interesses em comum, porque deve ser tanto quanto além do físico. E eu, sortuda por viver esse 'time' e bem-querer, reciprocamente vou descobrindo que o amor, definitivamente, não é definido por regras e valores, e sim pelo atendimento ao acontecer.

E é isso, no salto de minhas convicções, tenho por máxima que a vida é feita desse sobe e desce constante. E esse é o meu direito de resposta. Não possuo correntes e nem armas. Portanto, se não chega até você a luz, não significa quê quem não faz brilhar sua estrela, esteja nas trevas. Não dê asas a sua imaginação...

Se hoje há alguma dificuldade e desespero prá você, isso vai passar!!
Se amanhã, tudo for perfeito e feliz. - Isso também vai passar!!
Algumas coisas não devem ser entendidas, mas com certeza, devem ser aceitas.

Seja feliz, com o amor que a vida lhe der. Porque eu sei que não te falta amor. Falta é ser amada...

 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

366 dias de Efeito Espelho.


Hoje o blog Efeito Espelho completa 1 ano.
Poderia escrever hoje sobre o tema 'aniversário' e talicoisa, mas a minha homenagem será prá vocês, leitorinhos, que são uma das principais razões deste blog estar ativo. A outra razão é que já não sei mais calar os dedos; e minha alma prolixa não vive mais sem palavras e sem este espaço.

Neste 1 ano escrevi sobre amor, desejo, solidão, amizade, distância, o ser e sua infinidade de sentimentos. E descobri, nesse tempo, que algumas palavras são melhores escritas que sentidas. SAUDADE, por exemplo. Já outras, por mais que se descreva, nunca é suficiente prá demonstrar o ápice do que é senti-las. FELICIDADE, por exemplo.

Descobri que com as palavras podemos ter o nada ou o mundo inteiro. Mistério.
Especialmente anônima, aqui, sou todas as palavras juntas, todos os pedacinhos de outras palavras soltas por aí; todos os pensamentos, sem corpo, sem nome, sem limites, transitando a transformação entre ser e estar, com a sensibilidade de fazer toda palavra especial.

Bastaria qualquer palavra? Não. Definitivamente não! Se a mesma não vier carregada no colo, com a emoção de um peito cheio, disposta a gestos que dão valor ao que expressamos. Pois as palavras falam até quando emudecidas no olhar, ou na folha em branco horas a fio, enquanto nos questionam os porquês, ou o quê; até quando se dissipam esquecidas numa folha amassada, jogada no balde de lixo, outras mentalmente deletadas. (Even so...)

Nas palavras, o tempo passa muito mais depressa. O mundo chama, seduz. E não seguem todas as regras, nem sempre são julgadas, nem nascem e nem morrem. Vivem. Decepcionam. Encantam. Mutação constante, aprendizado eterno. Algumas vezes tão repetidas. Mesmo assim repetimos, construindo, destruindo, redescobrindo vidas inteiras. Repetindo, repetindo, palavreando tempo falador, tempo silencioso, modo atemporal. Mas, o que se há de fazer? Os sentimentos são, quase sempre, forte demais prá serem totalmente controlados, mesmo quando sabemos que vamos a mil por hora, sem os pés no chão. Ah, sim. Muitas vezes, até na contra-mão. E daí?

Pois há 1 ano eu voo feito avião. As palavras são meu co-piloto e vocês leitorinhos/blogueiros são a minha tripulação. E, é sempre um prazer enorme embarcar nessa viagem, com vocês.

Já dissertei sobre dor no peito, nó na garganta, borboletas no estômago, 'mal de Parkinson' causada pela pela paixão fumegante ou pelo medo quando caminham em sua direção. Já escrevi sobre o aperto na alma por um abraço ou a falta dele. A ferrugem do orgulho que corrói. O frio da indiferença que congela o peito. O calor do carinho que se encaixa na vontade e vai crescendo até tomar você por inteiro.

E não é culpa minha querer que entendam. É que as pessoas sofrem iguais. Não é exclusividade minha. Embora atendência é sempre achar nossa dor única e maior.
Bem queria que fosse por minha causa, mas as pessoas ficam - no verbo estar e não ser - felizes. O mundo é uma roda gigante, com direito a limão e algodão doce.

É que as pessoas se amam. O mundo não é perfeito. Relacionamentos são complexos e a única certeza é que, neste exato momento, em algum lugar do mundo, alguém sentiu ou sentirá o mesmo que eu. Eis que é por isso que compartilho com vocês este blog. E vocês codividem comigo nos comentários, incentivos e até críticas - que são sempre pro meu melhor - gratidão!

366 dias, ano bissexto. 48 posts - menos do que eu queria - mas todos estão no centro, emoldurados por toda a beleza dos personagens e fatos narrados, neste quadro virtual. Todos os textos são, para mim, como ilhas de tecnologia e antiguidades: O ato de expressar o sentimento. E, para cada um que aqui se encontra comigo, penso que, também, acham uma forma peculiar de se encontrarem. Talvez seja loucura minha, presunção pensar assim. Nãa importa, não quero mesmo ninguém que não esteja louco para ficar aqui e partilhar dessa inundação de letras sentidas, na essência da palavra.

Assim, vou escrevendo há 1 ano. Torcendo para o próximo pedacinho de você vir logo para cá, preencher os espaços nas palavras que já são seus. Decolar mais uma vez, e mais outra e outra... Porque sempre é diferente do que eu esperava, do que um dia pode me fazer feliz, como se fosse a primeira vez.

Além do que se vê, se ouve e se lê. Quando escrevo, sempre tento algumas observações, confusas confusões. Contos ou delírios. Conversas ou vícios. Desabafos, de propósito desassistido entre tantas eu. Um universo paralelo, movimento, rascunhos, bobagens e afins. Mas, com a alma livre, de amor atrevido, seguida de três pontinhos...
Uma menina com nome de boneca e feita de lápis e papel. Livro sem final.
Grata por me permitirem ser uma porta conectada a várias outras portas.

[Gratidão por ser-bem-estar com vocês e que assim seja por muitos anos, amigos leitores e blogueiros. Parabéns!]

sexta-feira, 20 de julho de 2012

O dia D.



Dou um pulo da cama.
Vejo às horas no despertador: sete e meia da manhã. Olhos abertos. Levanto um pouco tonta, meio desequilibrada e totalmente confusa. Sinto algo estranho no ar.

D
esintegrando sorrisos, meu pulso lateja a corrente dor, espalhando-se como poeira que arde os olhos. Estou no limite de um estado torpor e febril por decepcionar-me com minha 'pseudo-intuição'. Vou deglutindo o gosto amargo do dia que se aproxima. O dia D; da despedida, do desespero, desapego, desânimo, da desculpa, delirante e deletável ciclo 21.
Poros entreabertos captam a ausência, as mãos trêmulas mau escondem o sofrimento de uma noite insone e congelante, onde insana esperava ouvir sua voz me pedindo, me chamando: vem!
Guardo-me novamente no tempo dos lençóis, tentativa de amalgamar essa tristeza.
Aguardar-te-ei nas ilusões que estão por vir com gritos embargados.
Vou fingindo que esquecerei seus olhos devoradores e sua voz macia que perfura meu cérebro.
Vou me permitindo virar a página e marcar o seu dia no calendário como o dia do meu abismo. Enquanto deixo-me cair, sem tua rede de proteção. - Ah, quantas quedas livres foram prá cair em teus braços e o teu carinho que me amparaste.

Se você voltasse hoje, me encontraria como sempre quis. Talvez, se preferires voltar amanhã, se machuque nos cacos de alguém que deixa para trás. E com o corte fundo, a dor tão crua e os motivos penetrados. Que esse amor de outrora, náufraga nas veias de meu sangue, parece afogado para sempre.

Abandonarei de vez o papel de linda e inspirada, de compreensiva e apaixonada, enquanto, sua marcha nupcial me adoece. Não acreditarei mais em frases quase dentro da orelha, seguida dos beijos que me juraste amor. Combinamos que, não haverá próxima vez, e que agora você vai ser feliz em outro lugar.

Fica combinado que perdi a crença em bonecos de noivos em cima de bolo com recheio de coco. Em fatia cortada de baixo pra cima. Em goles de champangne com copos cruzados. Combinado então que, não creio mais nos votos, que alianças são apenas bons negócios, e que tudo que saiu do céu de sua boca, foram prá mim estrelas cadentes, onde só restaram os desejos...
Só para constar, meu coração já foi... Estou sentindo o resto ir aos poucos...
Semi morta, enquanto você renasce por aí, aguardo a confirmação da morte, o atestado de óbito do sentimento de nós dois.

Eu fico. Você, vai.
Você, seco. Eu, encharcada.
Ambos de amor.



quarta-feira, 18 de julho de 2012

Silêncio...


Quando o silêncio é a minha única companhia, eu tento fugir de mim mesma.
Não porque estou só, mas por não ter mais nada a dizer. E isso acontece mais ou menos quando chego ao fim de uma ideia ou ela já tem um conceito tão bem formado, que ela quase morre por dentro.  E a pior parte é esse quase, que não mata, só tortura.
Não vou ficar mau, sabe?
É meio tarde prá isso também. Aliás, é meio tarde prá tantas coisas que nem tive tempo...
Outro dia, (o dia que não acabou) me disseram tudo que eu queria ouvir. Foi tão verdadeiro.
E com tantos sentimentos expostos, dadas às circunstâncias, eu agora neste abismo silencioso que ecoa a distância (‘ânsia, ânsia’), até poderia, flertar agora com o drama. Mas, é difícil manter a esperança irracional que envolve o corpo inteiro e me impediria de abrir os olhos e ver que não depende só de mim e que de nada adiantaria, nem se eu quisesse sair gritando na tentativa de chamar sua atenção. Neste ritmo existe a naturalidade das coisas, e ‘existo’ eu, fingindo que as coisas são fáceis, só prá ver se fica melhor.
Se isso fosse um filme, esse seria o momento em que, com um “pause”, pararia o filme.
Ah, carinho. Não porque eu tenha que tirar a pipoca do micro-ondas, ou porque a pipoca precisa de mais sal, mas porque existe uma informação que precisa ser inserida para que eu entenda o resto da história.
Esse texto, de repente, pode até não corresponder à realidade. De modo que eu posso simplesmente fingir ou comentar algo por cima, só prá camuflar como mais um texto. Porque quando escrevo, eu posso falar sobre tudo e sobre o que eu quiser, não é?  Às vezes!
Nesse exato momento o silêncio faz tanto barulho, que me cala. Eu nem sei se há realmente algo além dos meus pensamentos, se já falei demais, se já ouvi demais ou deixei de ouvir, de falar. O que sei, é que tenho aprendido com você neste tempo, ou com a falta dele, que palavras e atitudes são distintas, e que se você é importante, sabe exatamente qual delas te fará sentir assim.
Não gosto de pensar no tempo, esse sim, anda passando rápido. Encarar todo esse desconhecido, faz meu coração disparar. Que medo que ele pare de acreditar que você já não se lembra mais a razão que me amou. Penso na vida enquanto penso em você.
No segundo que te vi, o mundo desapareceu. Agora a vida girou e no piscar dos meus olhos você não está mais aqui.
Enquanto escrevo, balbucio.  – É, já tenho 30 anos!
Ao bem da verdade, que eu não faço ideia da minha idade. Digo isso, porque no momento não faço mais do que ficar aqui me sentindo uma adolescentezinha boba e em crise de ciúmes e paixonite aguda (mas, de tudo que ouvi, eu não deveria estar me sentindo importante agora?), e essa consciência me perturba um pouco, e o modo como mostro minha fragilidade, me envergonha.
 – É que já sou uma mulher adulta e preciso encarar o fato de que tenho o valor que me dou. De que os caminhos prá não viver um amor de monólogo, é uma questão de escolha e não de espera.  Eu vou manter a distância, mas eu tenho esse amor, e é tudo que eu tenho, certo ou errado, o que eu deveria fazer?
Talvez, este seja o momento e pensamento mais patético de toda a minha vida.  – Tudo bem, tudo bem. Eu não queria ter dito isso. Só prá constar sou totalmente a favor de que cada um seja o que  quiser e cada um com o seu ritmo.
Por último, e não menos importante, sei que, toda esta falação do silêncio, só me faz sentir que: é uma pena que prá pôr os pés no chão, eu tenha que pisar no meu coração.
Que eu devo me cuidar mais, pois desaprendi a leitura dos olhos, e que as palavras voam, e a suas também voaram prá bem longe de mim. Mas, se eu acho que esse é o final da história, eu estou é muito enganada!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Te adoro e te prefiro...



E nessa distância, vou lembrando todo dia sem você saber.

Seu carinho sob a tez de minha pele, o gosto infinito do beijo agridoce, que penetra a boca quente. Fios de mel, traçando nosso olhar.

Não sei porque não esqueço. E se insisto na resposta, eu só acho você. Sinto no céu da boca, um coração palpitante.

Escorreu-me entre línguas e dedos agônicos, o não dito. Porque se ocupavam em te acariciar e pouco pedir, pois algo no seu jeito de se dar, bastava.

Deve ser o jeito que cantou prá mim, e os tons que passearam na sua voz quando me disse ‘te amo,’ ou os olhos fixos quando me chamou de linda.
Deve ser teu jeito menino, ou seu hálito em mim enquanto sussurrava em meu ouvido coisinhas. Deve ser as piadas dos momentos mais difíceis, teu otimismo é só um jeito de explodir.
Deve ser porque te adoro e te prefiro de todos que o mundo tem. Deve ser até mesmo esse "q" familiar.

Ah, essas horas que seduzem palavras de outrora sonolentas, sonhos disfarçados na pausa do mundo lá fora. E o que era prá ser superficial, foi fundo, como a terra que se encharca da chuva. Meu nirvana!

Ah, quando sua métrica se desmonta, seus poros se arrepiam, e ferozmente arranca sorriso de queimar as entranhas. E a gente jura voltar ao normal, porque algum outro disse que conseguiu.

E depois ir à rua e sorrir, sorrir, para no final gargalhar de todas as besteiras ditas, das bobeiras enlouquecidas, das horas corrigidas, dos ponteiros trocados. Rir, chorar e rir enquanto o tic-tac das horas avisa que a vida não pára.

Somos o mergulho incessante na madrugada, lambendo o último gole de vinho que se derrama do paraíso vivido. Assim, esse amor possui a eternidade que nunca existiu, enquanto você me desafia a viver sem você.

Aspiro...
Em seguida,
suspiro...

Lembro, enquanto segue em seu atalho e me faz falta, aqui, no caminho mais longo. Exercito a paciência! Ninguém sabe mesmo onde os caminhos vão dar. Mas, espero que o mundo dê a volta...

Amanheceu, desperto.
Iluminam-se as horas vagalumeadas nos olhos de meus desejos, suave constância do ocasional.
E o ontem, já não existe mais?