terça-feira, 18 de setembro de 2012

Te vivo, pai!

Procurei pela palavra que expressasse simplicidade com maravilhoso e alguma coisa mais com não sei ao certo o quê, mas que eu sinto e a que mais lateja é a 'SAUDADE'...
Enfim, se estivessemos cara a cara, lhe passaria o braço direito pelos seus ombros e lhe chamaria para uma caminhada longa, sem rumo e sem hora para voltar, de tanto que me faz falta sua companhia. Falta do tempo em que meus pés aprendia a caminhar ao lado de seus passos e o caminho juntos, parecia eterno. Hoje, sigo apenas o plano B...
Mas não importa, se plano A, B, C ou se como um quadrante a medir distâncias em relação ao horizonte, eu quero é mais de cada coisa que sua existência me ofereceu! Ainda que só nas lembranças suas palavras ecoam. Mas sem doer, é só prá realçar tua essência, que desta maneira se revela dentro e fora de mim. E que te faz continuar, na risada por nada e na lágrima que cai por gratidão da cumplicidade dividida. Assim, vou vivendo, sem perder o direito de sentir. Vou seguindo, sem perder a esperança nas promessas de Deus. E dessa partida, a espera alarga meu peito.

Fez seu voo, porque suas asas se tornaram maior que seu ninho.
Gratidão, pelos 29 anos debaixo dessas asas, que de longe ainda sinto protetora.

Francisco Noia.
*07/11/1930
†18/09/2011

Um comentário:

  1. Não ha com ler este texto sem se emocionar, sem sentir um nó na garganta, sem admirar profundamento este amor.

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